Cinema | 26 de julho, 2018

Todo Dia | Crítica

Todo Dia é um romance juvenil como fazia tempo que não se via. Uma história poderosa, cheia de mensagens e que se desvia do clichê e surpreende ao espectador.

Romance Adolescente com uma grande dose de criatividade.

Existem diversos romances adolescentes que, apesar de clichês, conseguem criar marcas e gerar boas memórias. Acredito que o Meu Primeiro Amor (1991) deva ser o mais antigo que me lembro e que se encaixa nessa categoria, mas muitas obras podem ser lembradas com tal êxito. Todo Dia é um tipo de retorno a tudo isso, para mim, ele trouxe lembranças desse tipo de filme, mas muito bem ambientado no que é o mundo hoje.

A trama gira em torno de Rhiannon e “A”. Enquanto Rhiannon é uma típica jovem estudante, A é alguém que acorda todo dia em um corpo diferente, o caminho dos dois se cruza quando A acorda no lugar de Justin, namorado de Rhiannon e por consequência deste dia, A e Rhiannon se apaixonam.

Desde o Elenco até a direção, a produção é repleta de caras novas. Exceção a isso é Justice Smith, ator que faz o personagem de Justin e que, por conta da forma como ele trabalha o personagem A e também Justin, é um grande destaque.

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Tudo o que gira em torno da produção dava ares de que seria algo bem raso e esquecível, desde a inexperiência do elenco, direção e roteiro até a temática, tudo isso, inspirava falta de credibilidade.

Talvez por ter uma expectativa tão negativa, Todo Dia tenha sido tão surpreendente e positivo para mim. O filme pega a temática de romance adolescente e adiciona o elemento fantástico do personagem que troca de corpo e cria uma subversão ao tema que funciona muito bem. Ele se prende as regras e desafia elas de forma positiva, faz dela ao simples e que parece cotidiano.

Junto disso, o filme trafega por diversos elementos da vida adolescente, passando por questões de identidade de gênero, suicídio, romance, auto estima e muito mais, tudo isso, de forma bem estruturada e bem exposta.

E para coroar, o filme consegue criar uma surpresa positiva no seu fim.

Todo Dia não é uma obra prima, mas não também não é um clichê descartável.

Todo Dia tem defeitos, passa de forma rasa por situações e personagens, mas mesmo assim é competente em contar a história que se propõe e se atem ao que pode fazer e assim se torna uma produção recomendável.

Clemerson Campos
Podcaster / Ruivo

Sobre o Autor

Amante de cultura POP, assíduos ouvidor de Podcast e glutão da nerdice

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